quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

5 motivos pelos quais viajar acabou com a minha vida

5 motivos pelos quais viajar acabou com a minha vida.

1- Viajar vicia

Assim que pisei os pés na Romênia e que o momento “que merda que eu vim fazer aqui?” passou, fiquei encantada pelo país. Pela cultura, pelos construções históricas, pela indiferença dos romenos às vitrines, tão bagunçadas e quase ocultas, diferentes das nossas arrumadas com tanto esmero e pensadas estrategicamente para vender mais. E por como isso era, assim como os prédios cinzas das regiões proletárias, um vestígio claro dos tempos socialistas. Fiquei encantada pelo sistema de ônibus completamente ilógico. Pela culinária um tanto sem tempero para o nosso paladar brasileiro acostumado aos gostos fortes. Pela moda, tão despojada. Pela cultura da ostentação, que já existia por lá muito antes de ficar famosa aqui no Brasil com MC Guimê e afins. Pelas ruas com tantos paradoxos. Pelas diferenças que separam esse país tão subestimado pelos europeus do Brasil e pelas semelhanças que unem a gente. E foi assim com todos os outros lugares, seja no Brasil ou lá fora, que tive oportunidade de visitar desde então. Viajar – e todos os encantamentos que vêm junto – vicia.

2- Nada é tão libertador quanto a sensação de estar em um lugar novo onde você é completamente anônimo

Me lembro de quando cheguei em Veneza, cansada, com sono, completamente quebrada de grana e olhar estarrecida para o pôr-do-sol mais bonito que já vi na vida. No meio de tantos italianos, tantos turistas, tanta pizza, tanto gelato, tanta água, tanta casinha colorida na beira-mar, me senti feliz e completamente anônima, como se eu estivesse ali de passagem, de figurante, mudando a minha vida e, de alguma forma, afetando as outras como um ser invisível que não pode ser tocado, cheirado ou percebido. Existe algo de libertador nesse sentimento de anonimato que temos quando viajamos. Ele nos faz desprender das nossas amarras sociais, dos nossos próprios preconceitos, tentar novos hábitos, vestir novas roupas, ir à novas festas, fazer novos amigos e se encantar com cenários diferentes dos usuais. Quando você se desloca tanto em tempo e espaço, tudo o que sobra é a aceleração – não é assim que diz a física? A gente acelera, sem nada mais importar e, de repente, tá em outro lugar, outro momento e é por isso que eu acredito que…

3-…viajando, somos mais nós mesmos

Justamente por sermos tão desconhecidos em terras novas, nos soltamos mais. Não me refiro a fazer nada ilícito, apenas a comportamentos nos quais somos moldados, seja pela nossa família, pelos nossos amigos ou por nós. Quantas vezes crescemos ouvindo nossos pais dizendo que somos x? E os amigos falando que somos y? São tantas percepções externas (e até mesmo internas) que acabamos formando um estereótipo de quem somos. Nos agarramos tão fortemente a essa visão cheia de adjetivos que fica difícil perceber as mudanças sutis de personalidade, de valores e de pensamento que sofremos todos os dias. Quando viajamos, mergulhamos no desconhecido e, ironicamente, em um mar de autoconhecimento. Amparados pelo anonimato das viagens, somos a versão mais pura, crua e humana de nós mesmos.

4- Sair da zona de conforto se torna uma nova zona de conforto

Uma vez que você experimenta as liberdades de viajar e quebra o medo de sair da sua zona de conforto, você procura fazer isso de diferentes maneiras no seu dia a dia, seja viajando mais, seja procurando novos desafios,  novos empregos, novos cursos ou um novo hobby. Uma vez que você sai dela, é muito difícil voltar. Tão de difícil que, pra muita gente (e eu me incluo nesse grupo),  estar fora da zona de conforto é, de certa forma, uma zona de conforto. E o inverso acaba acontecendo: difícil agora é criar uma rotina, pensar em um planejamento a longo prazo, ter disciplina com tarefas habituais… Não sei dizer com propriedade sobre como evitar que isso aconteça, mas decidi, já que os desafios de uma viagem não eram tão desafiadores e nem o conforto da rotina tão tedioso, que a minha meta seria viver no meio termo, que isso sim seria sair da zona de conforto: conciliar uma vida tradicional, um emprego rotineiro e as aventuras e descobertas de um viajante.  Não é fácil, mas ninguém disse que seria, certo?

5-Você nunca mais vai conseguir guardar dinheiro

Tirando as raras exceções que recebem um salário consideravelmente gordo, quem gosta muito de viajar não consegue gastar dinheiro com qualquer outra coisa que não seja… viajar. Esqueça os celulares de última geração, festas caríssimas open bar, carros, apartamentos, casas… A prioridade de quem se apaixona por todo o sentimento que as viagens rumo ao desconhecido proporcionam é destinado para novas passagens, muitas delas sem data de volta. Talvez seja um problema meu e da minha incapacidade crônica de fazer contas e controlar com decência mínima uma tabela de gastos no Excel, mas minha poupança vive vazia, especialmente agora que acabei de gastar o pouco que juntei pra visitar meus amigos no Rio de Janeiro. 

De 2011 pra cá, foram muitos novos lugares. Assim que voltei da Romênia, fui conhecer o Nordeste brasileiro pela primeira vez. Ganhei, no ano seguinte, uma bolsa de estudos na Dinamarca que me deixou voltar pra Europa e nem assim consegui entender como, em um espaço tão pequenininho de terra, coabitam tantos países e culturas completamente diferentes entre si.
No fim,  a pessoa que embarca no aeroporto nunca é a mesma pessoa que volta para dar abraços cheios de saudade. Além da bagagem quase sempre mais cheia e pesada, ela traz também reflexões sobre a vida e sobre o mundo que, de alguma forma, a tornam uma pessoa melhor. E, junto, muitos, muitos planos para novas viagens.
Qual a próxima parada?


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Disney

19 atrações mais procuradas no Walt Disney World



Não importam as horas na fila para tirar visto americano, mais as muitas horas dentro de um avião, nem calor, frio, chuva, nem mesmo a dificuldade do idioma. Nada disso impede que uma grande quantidade de pessoas (número que a própria empresa mantém confidencial) vá todos os anos ao resort, localizado em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos.
Mas o que leva essa multidão ao local? A resposta é simples: um misto de fantasia, com atrações tanto lúdicas quanto radicais, onde adultos voltam a ser criança e pequenos têm a oportunidade de viver um pouco do universo dos desenhos que assistem. Para entender melhor, veja a seguir as atrações mais procuradas dos quatro parques do complexo - Magic Kingdom, Epcot, Hollywood Studios e Animal Kingdom - e o que elas têm a oferecer.
Soarin - Epcot
A atração mais procurada do Disney World faz sucesso por agradar a maioria dos públicos. Dos aventureiros àqueles que não gostam de emoções muito fortes. O simulador dá a impressão de se estar voando. Os pés livres, o ar que sopra no rosto e o cheiro quando o vídeo passa por um laranjal fazem do simulador incrivelmente realístico. Sem dúvida, um dos melhores - talvez o melhor - brinquedo do parque Epcot. Não é recomendando a pessoas com medo de altura e aqueles que não gostam de nenhuma emoção, mesmo que seja mínima.
Space Mountain - Magic Kingdom
Ela não tem loopings nem um circuito tão incrível quanto outras do tipo. Mas é uma montanha-russa no mais completo escuro, sem que ninguém saiba o que vem a seguir. Obrigatório para os que gostam de fortes emoções.
Splash Mountain - no Magic Kingdom
Para quem não gosta das atrações mais radicais, mas quer tentar uma emoção maior, a Splash Mountain pode ser um bom começo. Sem loopings e com muitas paradas, a montanha-russa na água imita o curso de um rio, com diversas curvas - e a última pode fazer mal aos menos preparados.
Test Track - Epcot
Um das mais rápidas atrações da Disney acelera de 0 a 100 km/h mais rápido que muitos superesportivos. O brinquedo simula os testes feitos pelas montadoras de carro, inclusive aceleração e colisão. Recomendado para quem gosta de emoções e evitado por aqueles que não gostam de alta velocidade.
Star Tours - Hollywood Studios
A última novidade do complexo de parques temáticos foi a renovação do Star Tours, baseado na saga Star Wars. O visitante que senta no banco da atração pode até achar que é a mesma. Mas, depois de julho, a tecnologia utilizada no simulador de voo foi totalmente reformulada, com vídeos 3D muito mais realísticos - e divertidos -, equipamentos novos e uma combinação de cerca de 60 cenários. Há emoções leves e muita diversão. Obrigatório para os visitantes, mas, para os fãs, é mais do que isso.
Kilimanjaro Safari - Animal Kingdom
Um dos passeios mais tranquilos do parque Animal Kingdom agrada principalmente os fãs de animais e aqueles que não querem grandes emoções. O visitante embarca em um ônibus e passeia por um safári onde é possível ver animais selvagens como leões, girafas, elefantes e zebras.
Haunted Mansion - Magic Kingdom
A casa assombrada da Disney é habitada por 999 "assombrações", de todos os tamanhos e tipos. Curiosamente, nos túmulos do cemitério do jardim da casa os nomes são reais, são os criadores e designers da atração, uma das primeiras do parque, aberta em 1971.
Big Thunder Mountain Railroad - Animal Kingdom
Esta talvez seja a montanha-russa mais tranquila do parque. Indicada para praticamente todos os públicos, tem emoções leves - e nenhum looping. Pode ser uma alternativa ainda mais tranquila para aqueles que querem se aventurar pela primeira vez.
Mission Space - Epcot
O simulador de uma missão espacial tem seu ponto máximo - e o mais comentado pelos visitantes - no momento em que simula um lançamento ao espaço. A sensação de pressão no corpo é muito realística e não há como não se perguntar como eles fazem aquilo. Mas cuidado, algumas pessoas passam mal nesse brinquedo, apesar de ser apenas um simulador.
Toy Story Mania - Hollywood Studios
No início, pode parecer uma atração para crianças, mas se você vai acompanhado de um amigo ou parente, pode ser uma das mais divertidas. O videogame em 3D é bem simples e fácil de entender, com games como jogo de argolas e tiro ao alvo. É responsável por muitas risadas.
Pirates of the Caribbean - Magic Kingdom
A atração que dá nome à série de filmes Piratas do Caribe leva o turista a um passeio cheio de piratas. O show cômico dura oito minutos e tem 125 robôs. Curiosamente, hoje são os filmes que inspiram o brinquedo, com personagens mais parecidos com os da película.
The Seas with Nemo and Friends - Epcot (pavilhão Seas)
Esta é atração mais indicada para crianças da lista. Um passeio baseado no filme Procurando Nemo atrai principalmente famílias com crianças pequenas - não indicado para aqueles que estão atrás de emoção. Pode ser decepcionante para aqueles turistas que não entendem inglês.
Mickey's PhilharMagic - Magic Kingdom
Curiosamente, o personagem principal desse curta é Donald, apesar de a atração ter o nome de Mickey. Ela utiliza 3D e outras técnicas para parecer que o filme sai da tela. E dá certo. Na história, Donald está preparando os instrumentos para o concerto de Mickey, mas acaba em uma viagem por alguns dos filmes mais conhecidos da Disney. É para todas as idades.
Expedition Everest - Animal Kingdom
Com visual inspirado no Himalaia, essa atração pode parecer uma montanha-russa como outra qualquer, mas as surpresas tornam ela única. É o brinquedo mais radical do Animal Kingdom.
Dumbo the Flying Elephant! - Animal Kingdom
Uma das atrações mais antigas do parque é dedicada principalmente às crianças. São 16 gondolas inspiradas em Dumbo que "voam" com os pequenos dentro. O complexo pretende mudar de lugar o brinquedo em 2012, realocando ele na expansão do Magic Kingdom. Além disso, serão dois dumbos.
World Showcase Pavilion - Epcot
Para quem gosta de conhecer outras culturas, degustar comida estrangeira e fazer compras, este é um prato cheio. Do Japão ao México, o visitante pode encontrar lojas, restaurantes, shows, exposições e alguns brinquedos - sem emoções muito radicais. Para quem está cansado de gritar - e para quem não quer -, é uma ótima sugestão.
Tower of Terror - Hollywood Studios
Uma das atrações mais radicais do parque, a Tower of Terror é baseada no seriado The Twilight Zone (Além da Imaginação , no Brasil) e costuma mudar a cada passeio. Contudo, uma coisa é certa: no final da atração, você vai levar um susto alucinante.
The Festival of The Lion King - Animal Kingdom
O show de dança e música segue o estilo do filme Rei Leão (1994) e acaba sendo um dos mais procurados pelo público. Indicado para todas as idades.
Rock and Roller Coaster - Hollywood Studios
Esta divide com a Space Mountain a preferência de quem gosta de montanhas-russas radicais. Na história do brinquedo, você é um membro da banda Aerosmith e está atrasado para um show. Contudo, seu motorista não tem problemas em fazer loopings e acelerar alto. Obrigatório para os que gostam de emoções.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ceará

12 Atrações no litoral do Ceará



Canoa Quebrada



Por muito tempo, 
Canoa Quebrada foi um esconderijo hippie. Hoje, no entanto, recebe muitos turistas e não é tão tranquila como antigamente. Mas a beleza continua sendo indiscutível: as praias com falésias avermelhadas são fascinantes. Quem tem tempo para fazer mais que um simples bate-volta de Fortaleza conhece um lugar calmo e especial



Jericoacoara



Muito alto-astral, 
Jericoacoara atrai jovens, mas é calma. Em julho, começa a temporada de wind e kitesurfe e a praia fica colorida de pranchas. Ao cair da tarde, turistas e alguns locais se reúnem na Duna do Pôr do Sol. Outro passeio imperdível é a caminhada até a famosa Pedra Furada, esculpida pelo mar – em julho, o sol aparece no meio do buraco



Lagoa do Paraíso, Jijoca de Jericoacoara



As redes sobre a água da 
Lagoa do Paraíso são marca registrada de Jijoca de Jericoacoara, a 23 quilômetros de Jericoacoara. A sensação de estar longe de qualquer problema é inevitável – o lugar parece ter sido feito para relaxar e não pensar em mais nada



Praia de Tatajuba, Camocim



A vila original foi soterrada pelas dunas da margem direita. Do outro lado do rio Tatajuba, ergueu-se a vila de pescadores atual. Chega-se de bugue ou veículos com tração nas 4 rodas, pois depois de pegar a balsa do rio Coreaú, é necessário superar 22 km de estrada de areia e dunas. A praia é o retrato do sossego, pouquíssimo movimentada, é o lugar ideal para quem quer curtir sem muita badalação



Beach Park, Fortaleza



Quase ninguém visita 
Fortaleza sem dar uma esticada ao Beach Park. À beira-mar, o parque aquático tem diversão para toda a família, com atrações leves, moderadas e radicais. Entre tantos toboáguas, o Insano ainda é o campeão da adrenalina: a descida de 41 metros de altura atinge a velocidade de 105 quilômetros por hora. Mas, não se engane, nas férias esteja preparado para encarar grandes filas



Praia de Ponta Grossa, Icapuí



A pequena vila de pescadores é parada dos passeios de bugue – este é o melhor jeito de chegar ali. Em forma de meia-lua, com falésias de areia colorida, 
Ponta Grossa também tem dunas que compõem a paisagem. O mar é de tombo, com água verdinha, cheio de recifes e rochas submersas. O caminho de Canoa Quebrada até esta praia é lindo



Praia do Futuro, Fortaleza



A Praia do Futuro é extensa, com faixa de areia larga e megabarracas sempre cheias. É uma das praias urbanas mais bonitas de 
Fortaleza e não é difícil encontrar piscinas com escorregadores, toboáguas, playgrounds e recreação. Suas barracas muito bem equipadas atraem turistas, que passam ali boas horas tomando uma cervejinha e comendo petiscos em frente ao mar. À noite, o agito continua, com bailes de forró



Megabarraca CrocoBeach, na Praia do Futuro, Fortaleza



CrocoBeach é a mais famosa e movimentada barraca da Praia do Futuro. A estrutura é mega: espreguiçadeiras, piscinas, sauna, lan house, salão de beleza e espaço para massagem. Todos os dias, serve bufê por quilo no almoço. E algumas noites da semana são animadas com shows de humor



Falésias do Morro Branco, Beberibe



Sabe aquelas garrafinhas de artesanato feitas de areia colorida? Muitos vão ao vilarejo de Morro Branco em busca dessas lembrancinhas para presentear amigos. Perca-se no labirinto das falésias, com areias de diversas tonalidades



Guajiru, Trairi



A praia de Guajiru é bem menos movimentada que as demais; a vilinha preserva a tranquilidade e é ideal para quem quer fugir da badalação das praias centrais. A pacata praia tem poucas pousadas, coqueiros e dunas brancas



Lagoinha



Formada por falésias, dunas e coqueiros, Lagoinha é uma das praias mais belas do Ceará. Os principais bares, restaurantes e pousadas ficam num centrinho e, apesar de não ser tão preservada quanto era há alguns anos, o lugar é paradisíaco. Tudo isso, sem a muvuca das praias mais centrais




Praia Redonda, Icapuí



A vila de pescadores tem, como a maioria das praias dali, falésias avermelhadas, recifes e belíssimas paisagens no trecho mais deserto

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